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XV Jornada de Psicologia
 
 
 
Fetichismo

Um pouco de história da sexualidade. Fetichismo

Partindo da história da religião, sabemos que o fetichismo era dirigido aos objetos que os primitivos imaginavam serem dotados de uma força especial, mana.

“Mana é o conjunto de forças sobrenaturais provenientes dos espíritos e que operam num objeto ou numa pessoa”.

Acreditavam, então, que o objeto de adoração era habitado por um espírito com poderes mágicos, poderes estes que lhe faltam. Esta maneira de pensar é tipicamente clássica de um estado primitivo, onde o homem demonstra necessidade de ser protegido por deuses poderosos.

Mas, nos dias que correm o fetichismo parece ser uma condição ligada a vida de pessoas reconhecidamente equilibradas. O fetiche é uma lembrança que ficou do homem primitivo. Cada pessoa acredita em seus ídolos ou objetos.

E o fetichismo erótico? Este aparece e desenvolve quando uma atenção especial é direcionada para um determinado objeto ou parte do corpo.

De uma certa forma, o ser humano tem suas predileções eróticas, praticamente definidas, acreditando que o objeto de sua preferência é o real causador de suas excitações. Este comportamento pode ser associado a um reflexo condicionado.

Existe possibilidade, que esta maneira de proceder se torne algo obsessivo, induzindo o indivíduo a se tornar um colecionador de fetiches. (Harém de fetichismo).

Em estudos de psicologia Experimental, Alfred Binet, definiu o fetichismo, como o amor por determinadas partes do corpo. Segundo ele o amor é o resultado de fetichismos complexos.

Acreditamos e percebemos que na realidade todo homem "normal" tem um pouco de fetichismo em seus relacionamentos sexuais. Foge do "normal" é quando a pessoa não consegue obter prazer sexual sem a presença do seu fetiche.

Na visão freudiana o fetichismo é um vestígio do complexo de castração formado na infância. Delicado afirmar até que ponto é verdadeira esta teoria.

Quando o fetiche se torna uma obsessão, transformando-se em uma neurose o indivíduo poderá complicar sua vida sexual. Mas na dosagem certa, pode o fetichismo se tornar um tônico nos relacionamentos amorosos.

 

Marilandes Ribeiro Braga
Delegada Regional da SBRASH- Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade
Membro efetivo do CEPCoS:
Centro de Estudos e Pesquisas de Comportamento e Sexualidade
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Psicóloga e Terapêuta Sexual.

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