Depressão
não é uma doença da vida moderna.

A
depressão não é um fenômeno novo. Sempre existiu
pessoas deprimidas. É um estado de sofrimento
emocional e psíquico, que geralmente causa
desordem no comportamento, altera o humor
e mexe com a afetividade, prejudicando a relação
do indivíduo com as pessoas que o cercam.
Se
trata de uma doença séria. É causada por alterações
químicas no cérebro, desta forma, não se pode
jamais toma-la por uma doença moderna.
A
depressão não faz distinção de classe, não
se liga a limites de idade. Qualquer pessoa
a qualquer momento pode se tornar uma vítima
dela. Nem fama e nem riqueza consegue preencher
o vazio interior causado pela depressão. É
cada vez maior o número de pessoas que sofrem
com esta doença.
As
mulheres, segundo o que mostram as estatísticas,
são mais atingidas por ela do que os homens.
Mulheres que só se dedicam às tarefas domésticas,
correm um risco maior de se tornarem depressivas
do que as que trabalham fora. Se algo desagradável
acontece na vida do indivíduo, ele se sente
triste, mas isso não é depressão.
Quem
nunca conviveu com casos de depressão, tem
dificuldade em entender o
que é isso. Grande é o número de pessoas que
acham difícil pensar na depressão como
doença, porque não há sintomas físicos visíveis.
Se trata de uma doença séria . É causada por
alterações químicas no cérebro. O deprimido
não consegue encontrar um motivo específico
que justifique o seu abatimento.
Alguns
sintomas da depressão: perda da auto-estima,
concentração diminuída; surgimento de IDS
(inibição do desejo sexual); insônia; cansaço;
perda do interesse pelo trabalho e muitas
vezes idéia de suicídio.
Diversas
são os fatores que associam-se ao surgimento
de uma fase depressiva. Podemos citar: os
heréditários, biológicos, psicológicos e sociais.
Estudos comprovam a importância dos fatores
genéticos.
É
frequente em nossos consultórios psicológicos,
o registro de pacientes cujos
familiares anteriormente já foram também acometidos
por este mal. São os psicólogos e os psiquiatras
os profissionais adequados para atenderem
as vítimas desta doença que sempre existiu.
Embora tem sido um dos fenômenos mais estudados
, não é totalmente compreendido.
Marilandes
Ribeiro Braga
Delegada Regional da SBRASH- Sociedade
Brasileira de Estudos em Sexualidade
Membro efetivo do CEPCoS:
Centro de Estudos e Pesquisas de Comportamento
e Sexualidade.
Psicóloga
e Terapêuta Sexual.