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A homossexualidade
é uma das nuances da sexualidade humana. Homossexualismo
tem sido um tema constante da sexualidade
de todas as sociedades. O assunto está sempre
na ordem do dia. É um comportamento que inclui
atração e práticas sexuais com pessoas do
mesmo sexo.
Logo ao nascer,
o aspecto dos órgãos externos dita o sexo
de registro (sexo legal ou civil). Portanto
sua identidade sexual é reconhecida pelos
caracteres sexuais primários. Se será confirmada
ou não, dependerá da complementação de caracteres
secundários, que são: testículos nos meninos
e ovário nas meninas.
O sexo psicológico,
que se trata de um processo mais complexo,
se desenvolverá no decorrer dos anos.
Fisiológicamente
a identidade sexual é definida de forma estanque,
ou seja, da presença de órgão sexuais característicos
de cada gênero, mas o mesmo não acontece com
o sexo psicológico.
No campo da sexualidade,
recentes estudos mostram que, na infância,
a identidade sexual começa a se delinear.
Esta é uma das razões pela qual não é adequado
o termo opção sexual. A tendência começa a
surgir e se manifesta na infância. Enquanto
criança o indivíduo não possui capacidade
avaliativa que lhe permita realizar o que
poderíamos chamar de escolha.
O que geralmente
ocorre, é que a partir desta idade (seis,
sete anos) a criança procura reunir-se às
crianças do sexo com o qual psicologicamente
se identifica. Caso este não seja de acordo
com seu aspecto fisiológico, ela pode ser
discriminada pelas outras crianças.
No passado muitas
sociedades estavam livres desse preconceito.
É bastante conhecido o status privilegiado
da homossexualidade na Grécia Antiga, onde
era uma prática natural. Não achavam necessário
distinguir o relacionamento entre pessoas
do mesmo sexo do relacionamento entre pessoas
do sexo oposto, visto que, isto não causava
problema social.
A valorização exagerada
do físico masculino era uma verdadeira obsessão
do povo. Vários filósofos foram acusados de
manter relações sexuais com seus discípulos.
Sócrates mesmo foi condenado como corruptor
de jovens.
Alguns justificavam
este amor grego como medida necessária para
evitar o aumento demasiado da população. Apesar
de ser considerada natural a prática homossexual
em Roma, o homossexualismo passivo desonrava
os romanos, visto que eram educados para serem
ativos. A posição passiva era reservada para
os escravos e para as mulheres.
Nos dias que correm
a situação é diferente. Mesmo sendo vítima
de perseguição e discriminação, homens e mulheres
ao longo da história e em todo o mundo defendem
seu direito à diferença. Mas nem todos têm
esta força. O preconceito já levou e leva
inúmeros homossexuais ao sofrimento, à angústia,
à solidão, à neurose e mesmo à fobia social.
Muitos suicídios inexplicáveis, por motivos
misteriosos, ocorrem sem que a família compreenda
a verdadeira causa. A repressão social, pode
levar o indivíduo a entrar em conflito psíquico,
moral e religioso.
Um pouco ainda
acanhado, mas já se percebe que o diálogo
entre os gays e a sociedade já se faz presente.
O grupo Gay da Bahia é um dos grupos que já
se faz ouvir.
A palavra "homossexualidade"
foi vista pela primeira vez em inglês na década
de 1890, usada por Charles Gilbert Chaddock
(tradutor de Psychopathia Sexuallis).Originalmente
o termo apareceu em alemão em panfleto anônimo
em 1869.
Segundo Joe Dallas,
um estudioso do chamado Movimento Gay Cristão,
acredita que tudo caminhou rápido, no tocante
a homossexualidade. Nas décadas de 50 e 60,
eles diziam que eram seres humanos; nos anos
70, já se declaravam normais; e nas décadas
seguintes foram se fortalecendo o suficiente
para afirmarem: "Não toleremos nenhuma oposição
pública ao nosso ponto de vista".
esta cronologia
da homossexualidade encontra-se no livro escrito
pelo mesmo Joe Dallas, "A Operação Do Erro",
publicado pela Editora Cultural Cristã.
Em 1968, durante
uma convenção da Associação Médica Americana
em São Francisco, significativo número de
ativistas homossexuais fazem protestos e apelos
ao senso público de justiça para colocar suas
posições.
John Boswell, que
foi professor de História na Universidade
de Yale, publicou em 1981: Cristianismo, Tolerância
Social e Homossexualismo. Considerado um dos
mais importantes livro em defesa do homossexualismo.
. São muitas as
teorias que tentam explicar as causas da homossexualidade.
As pesquisas científicas continuam, mas até
hoje ninguém conseguiu definir, o que leva
uma pessoa a ser homossexual. Não é uma doença
e nem se trata de uma escolha. Finalmente
em 1974 a OMS (Organização Mundial de Saúde)
riscou-a da lista de doenças.
Porém a sociedade
persiste em reprimir, julgar e condenar sem
procurar contudo compreender o que leva a
pessoa a ser homossexual.
Influências culturais
e religiosas se juntam a grande expectativas
familiares e levam o homossexual a se sentir
culpado. Muitas vezes são levados a ter uma
vida dupla, sofrendo com a homofobia ( fobia
ao homossexualismo).
De modo geral o
ser humano tende a ver a moral exclusivamente
no comportamento sexual, deixando de lado
outros fatores que compõem a personalidade.
Uma das funções
da psicologia é trabalhar este preconceito,
esta rejeição que a sociedade demonstra ter
pelos homossexuais.
Marilandes
Ribeiro Braga
Delegada Regional da SBRASH- Sociedade
Brasileira de Estudos em Sexualidade
Membro efetivo do CEPCoS:
Centro de Estudos e Pesquisas de Comportamento
e Sexualidade.
Psicóloga
e Terapêuta Sexual.
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