| Muitas
mulheres dizem não gostar do ato sexual e
mantêm uma aversão a qualquer tipo de contato
íntimo com o parceiro.
Este termo “disfunção
sexual” é usado para aquelas situações em
que os componentes orgânicos da resposta sexual
apresentam alguma alteração e que interfira
na resposta da expressão sexual humana.
A disfunção sexual
feminina é um “bloqueio” da resposta sexual
natural esperada, se manifesta de diversas
maneiras impedindo o bom relacionamento de
casais.
. Os problemas
sexuais podem evoluir partindo de fatores
não sexuais como:doenças orgânicas, depressão,
estresse, pressões psicológicas e financeiras
etc.
Pode este comportamento
estar ligado a uma das disfunções sexuais,
das quais discorreremos a seguir.
Distúrbios sexuais
mais conhecidos:
_Anorgasmia
__que consiste na dificuldade feminina
em atingir o orgasmo. Mesmo tendo uma fase
de excitação normal, partindo de uma estimulação
adequada tanto em relação ao tempo como em
intensidade.
Anorgasmia pode
ser primária , secundária, absoluta, relativa
ou situacional
. Diz-se que é
primária quando nunca se teve um orgasmo (nem
mesmo em sonho, segundo Masters e Johnson).
Secundária quando
já foi obtido um orgasmo e a partir de um
certo tempo, passou a bloquear sua orgasmia
.
Absoluta é quando
não atinge orgasmo nem mesmo com auto-estimulação.
Situacional pode
alcançar o orgasmo somente em determinadas
circunstâncias específicas.
A mulher anorgásmica
tende a se sentir diminuída, inferiorizada.
As causas psicológicas
são os determinantes mais freqüentes.
Vaginismo –O
medo da penetração, a associação do sexo a
dor é a causa imediata do vaginismo. É um
reflexo de defesa da musculatura do solo pélvico
que impedem total ou parcial penetração na
vagina, dificultando a entrada do pênis e
o exame ginecológico.
Durante uma relação
sexual, a mulher excitada relaxa os músculos
da ?região genital facilitando a entrada do
pênis, mas no vaginismo acontece o contrário,
de forma involuntária a musculatura se contrai
fechando o intróito vaginal impossibilitando
a penetração .
. O vaginismo se origina de um trauma, como
um estupro, ou falta de orientação sobre a
primeira relação sexual.
É uma disfunção de origem psicológica.
Grande número de
casamentos não consumados são de mulheres
vagínicas . Geralmente pacientes vagínicas
não têm problemas de desejo, nem de excitação
e nem de orgasmo, desde que não sejam penetradas.
O vaginismo pode ser primário ou secundário.
Dispareunia
– é o nome científico que recebe a dor
que a mulher tem durante a penetração que
a impede de ter uma relação sexual completa
e satisfatória. São de causas orgânicas, como
exemplo : infecções e irritações vaginais
, ou nas vias urinárias, ressecamento das
paredes vaginais ( falta de lubrificação).
É indispensável o exame ginecológico
Anafrodisia
ou I.D.S. (Inibição do Desejo Sexual)
Redução ou ausência
total de desejo sexual. Falta de sentimentos
eróticos, muitas vezes sentindo a relação
sexual como um castigo. Tem sempre presente
uma desculpa pronta para evitar a relação
sexual. As causas são geralmente de origem
psicológica.
A queixa da inibição
do desejo sexual são mais freqüentes nas mulheres
.
A falta de desejo
“pode” estar associada a situações traumáticas
vivenciadas durante infância, educação muito
rígida onde aprendeu a conhecer o sexo como
algo sujo, pecaminoso e feio, medo de gravidez,
primeira relação, culpas, a moral, a religião.
Disfunções Sexuais
Parte II
O que pode fazer
uma mulher diante de uma destas Disfunções
Sexuais?
É importante que
procure ajuda, não se sinta constrangida de
fazer uma consulta com especialista em Sexologia.
Recentes estudos
comprovam que todas as disfunções sexuais
femininas têm tratamento com uma eficácia
de 95%.
Em casos de Disfunções
Sexuais (desde que não sejam somente de origem
orgânica) O profissional indicado é o Terapeuta
Sexual (sexólogo), que tanto pode ser um Médico
como um Psicólogo. Mas não basta apenas ser
médico ou psicólogo, é indispensável que tenha
curso e treinamento específico para abordagem
de dificuldades sexuais.
Muitas disfunções
sexuais podem ter suas raízes em causas mais
imediatas e mais simples, do dia a dia como
do stress, da ansiedade crescente e também
por causas orgânicas, doenças que alteram
a resposta sexual. Não é um tratamento prolongado.
O objetivo da terapia
sexual é eliminar a disfunção sexual do paciente,
utilizando técnicas que são explicadas (individualmente
ou ao casal).
É importante lembrar
que muitas disfunções são reflexos de influências
culturais e emocionais.
Só se confirma
um diagnóstico de uma disfunção sexual, como
exemplo o vaginismo após exames físicos realizados
por especialista, no caso ginecologista.
Os sintomas sexuais
não podem ser tratados isoladamente.
Para iniciar o
tratamento realiza-se uma consulta individual
(mesmo quando se trata de terapia de casal).
Conclusão da Terapia
sexual: o trabalho está concluído, quando
a disfunção sexual for aliviada e quando os
fatores que eram diretamente responsáveis,
forem identificados e resolvidos, permitindo
que o funcionamento sexual do paciente (ou
do casal) esteja razoavelmente permanente
e estável.
Pré-Requisitos
do Terapeuta Sexual-Parte III
· Formação em Psicoterapia
Sexual
· Formação em terapia
de casais
· Desenvolvimento
nas Técnicas de terapia Sexual
· Um bom conhecimento
de anatomia e fisiologia sexual
· Conhecimento
sobre a sexualidade nos aspectos históricos,
culturais, antropológicos, sociais para compreensão
de expressão sexual.
· Capacidade de
se posicionar corretamente diante das dificuldades
do paciente ou casal, de modo a oferecer soluções
oportunas e proferir a palavra certa na hora
exata.
· Conhecimento
de seus próprios valores não devendo emitir
juízos de valores aos pacientes.
· Constante atualização.
· Aquisição de
uma postura psicossomática adequada ao trato
das dificuldades sexuais.
· Ética do Terapeuta
Sexual sempre presente.
Marilandes
Ribeiro Braga
Delegada Regional da SBRASH- Sociedade
Brasileira de Estudos em Sexualidade
Membro efetivo do CEPCoS:
Centro de Estudos e Pesquisas de Comportamento
e Sexualidade.
Psicóloga
e Terapêuta Sexual.
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